Bem vindo ao Blog da 101% Rock, que toda semana traz uma matéria para você. Além do gênero musical Rock, este blog também publica sobre assuntos do cenário alternativo, dos esportes radicais, da arte e da cultura geral. Sejam bem vindos e voltem sempre.
Saindo um pouco do nosso marcante cenário político brasileiro atual, vamos mergulhar em imagens da prática oriental que é tão
difundida hoje no ocidente: o Yôga, que ganhou das Nações Unidas, em Bruxelas, o dia 21 de junho como o Dia Internacional do
Yôga anualmente.
O primeiro dia 21 de junho em que se comemorou tal data
relativa ao Yôga foi no domingo retrasado. A data retroativa já esfriou um
pouco a notícia em si, mas um ensaio fotográfico com a manhã daquele domingo
especial em que 192 países do mundo se organizaram para se juntarem em uma
sessão de Yôga em massa ao mesmo tempo, vale à pena ser admirado como obras de
arte fotográfica.
Um giro pelo dia 21 de junho pelo mundo na sessão de Yôga em massa: começando por Paris, na praça embaixo da Torre Eiffel, e passando por...
Colombo, Sri Lanka
Pequim, China
Xingtai, China
Pequim, China
Tel Aviv, Israel
Lutadores de Nova Delhi, Índia
Estudantes de Cabul, no Afeganistão
Naga Sadhu (homem santamente nu) vivem no Himalaia e só vêm até a civilização em ocasiões como essa da prática do Dia Internacional do Yôga
Bélgica, Bruxelas, considerada a capital da Europa
Saia na rua. Olhe em todos os corpos circulando entre calçadas e avenidas, em qualquer lugar; possivelmente em algum deles estará uma obra de arte desenhada. Essa arte é a tatuagem, que não é uma novidade em nossos dias.
Essa obra de arte tem início muito antes da nossa época, sendo encontrada desde os primórdios da civilização como forma de identificação pessoal - seja no caso de tibos nativas da Polinésia e Nova Guiné, ou no caso da atualidade, no século 21, em que se liga à estética artística.
O único problema que existe sobre essa arte manual de fazer dermopigmentação na pele com tintas e o uso de agulhas é o preconceito, presente ainda hoje na sociedade.
Esse preconceito existe desde a Idade Média, na qual religiosos não viam com bons olhos a perpetuação de culturas diferentes, já que os desenhos simbolizavam uma crença diferente da estabelecida, norteada pela moral judaico cristã, e também figurou tal preconceito na idade Moderna, com a propagação de tatuagens de marinheiros, feitas em locais onde existiam boemia e prostituição.
Tatuagens de um preso na década de 70
O preconceito chegou, assim, até os dias de hoje. Mesmo com a modernização da tatuagem, as pessoas ainda hoje sofrem um pouco de preconceito, começando ainda dentro de casa: "minha mãe prefere que eu seja um tatuador a um tatuado", comenta Fabrício Rodrigo da Silva Castro, 32, tatuador, de Taubaté SP.
Mas nem tudo é preconceito, uma vez que muitas pessoas - em especial as mais jovens - estão aderindo fácil a essa arte, principalmente pela beleza e identificação que ela propicia: "eu sempre gostei de tatuagens e vi que os desenhos valorizavam ainda mais a dança. Tatuagem é tudo de bom, um traço marcante de personalidade e um charme a mais para quem gosta", diz Vera Borges, 40, dançarina de dança do ventre.
Vera Borges
Como toda obra de arte, a tatoo também merece atenção por parte dos apreciadores e cuidados especiais de conservação: "deve-se evitar carne de porco, alimentos gordurosos e tomar sol, sendo também necessário o cuidado com a limpeza local, para uma boa cicatrização e permanência do desenho na pele", explica Fábio Rodrigo Caetano Matilde, conhecido como "Batata", 31, tatuador de Taubaté SP.
Fernanda Toffuli é jornalista formada pela Unitau (Universidade de Taubaté) e pós graduada na mesma instituição em Assessoria, Gestão da comunicação e Marketing. Também é ativista na causa da Proteção Animal.