segunda-feira, 6 de julho de 2015

ENSAIO: DIA INTERNACIONAL DO YÔGA PELO MUNDO






Cássio Ribeiro



Saindo um pouco do nosso marcante cenário político brasileiro atual, vamos mergulhar em imagens da prática oriental que é tão difundida hoje no ocidente: o Yôga, que ganhou das Nações Unidas, em Bruxelas,  o dia 21 de junho como o Dia Internacional do Yôga anualmente.


O primeiro dia 21 de junho em que se comemorou tal data relativa ao Yôga foi no domingo retrasado. A data retroativa já esfriou um pouco a notícia em si, mas um ensaio fotográfico com a manhã daquele domingo especial em que 192 países do mundo se organizaram para se juntarem em uma sessão de Yôga em massa ao mesmo tempo, vale à pena ser admirado como obras de arte fotográfica.


 Um giro pelo dia 21 de junho pelo mundo na sessão de Yôga em massa: começando por Paris, na praça embaixo da Torre Eiffel, e passando por...

 Colombo, Sri Lanka



Pequim, China



Xingtai, China


  Pequim, China




Tel Aviv, Israel



Lutadores de Nova Delhi, Índia



Estudantes de Cabul, no Afeganistão





 Naga Sadhu (homem santamente nu) vivem no Himalaia e só vêm até a civilização em ocasiões como essa da prática do Dia Internacional do Yôga


 Bélgica, Bruxelas, considerada a capital da Europa



Crianças na escola em Jammu, Índia







Pequim, China




Nova Delhi, Índia

Lutadores em Nova Delhi, Índia
 Paris, França

domingo, 28 de junho de 2015

TATUAGENS: DO PRECONCEITO A OBRAS DE ARTE





Fernanda Toffuli

 Saia na rua. Olhe em todos os corpos circulando entre calçadas e avenidas, em qualquer lugar; possivelmente em algum deles estará uma obra de arte desenhada. Essa arte é a tatuagem, que não é uma novidade em nossos dias.


 Essa obra de arte tem início muito antes da nossa época, sendo encontrada desde os primórdios da civilização como forma de identificação pessoal - seja no caso de tibos nativas da Polinésia e Nova Guiné, ou no caso da atualidade, no século 21, em que se liga à estética artística.











O único problema que existe sobre essa arte manual de fazer dermopigmentação na pele com tintas e o uso de agulhas é o preconceito, presente ainda hoje na sociedade.

Esse preconceito existe desde a Idade Média, na qual religiosos não viam com bons olhos a perpetuação de culturas diferentes, já que os desenhos simbolizavam uma crença diferente da estabelecida, norteada pela moral judaico cristã, e também figurou tal preconceito na idade Moderna, com a propagação de tatuagens de marinheiros, feitas em locais onde existiam boemia e prostituição.




Tatuagens de um preso na década de 70


 O preconceito chegou, assim, até os dias de hoje. Mesmo com a modernização da tatuagem, as pessoas ainda hoje sofrem um pouco de preconceito, começando ainda dentro de casa: "minha mãe prefere que eu seja um tatuador a um tatuado", comenta Fabrício Rodrigo da Silva Castro, 32, tatuador, de Taubaté SP.


Mas nem tudo é preconceito, uma vez que muitas pessoas  -  em especial as mais jovens - estão aderindo fácil a essa arte, principalmente pela beleza e identificação que ela propicia: "eu sempre gostei de tatuagens e vi que os desenhos valorizavam ainda mais a dança. Tatuagem é tudo de bom, um traço marcante de personalidade e um charme a mais para quem gosta", diz Vera Borges, 40, dançarina de dança do ventre. 




Vera Borges











Como toda obra de arte, a tatoo também merece atenção por parte dos apreciadores e cuidados especiais de conservação: "deve-se evitar carne  de porco, alimentos gordurosos e tomar sol, sendo também  necessário o cuidado com a limpeza local, para uma boa cicatrização e permanência do desenho na pele", explica Fábio Rodrigo Caetano Matilde, conhecido como "Batata", 31, tatuador de Taubaté SP.










...............................................................................................



Fernanda Toffuli é jornalista formada pela Unitau (Universidade de Taubaté) e pós graduada na mesma instituição em Assessoria, Gestão da comunicação e Marketing. Também é ativista na causa da Proteção Animal.







 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O REACIONARISMO BRASILEIRO E AS MULHERES SAPIENS






Cássio Ribeiro
 

Esse reacionarismo brasileiro dará muito trabalho aos alunos que forem estudar História do Brasil daqui a uns trinta anos. Não será tarefa fácil, certamente, ter que buscar o entendimento de todo o antes, que se encadeia ligando-se ao hoje. Lá está o início do  reacionarismo atual, que ocorre como um comportamento social e atuante no cenário do Brasil de hoje.

Não me cabe julgá-lo enquanto expressão de oposição em si, mas sim perceber que ele é dos primeiros elos atuais de uma corrente que se encadeia ao longo do tempo e chega ao ontem, aonde tem início a história oficial do Brasil.


A chegada dos portugueses, um povo que estava no início da idade Moderna, confrontou esse período evolutivo com o outro de um povo (os índios) que ainda estava no Mesolítico, que é uma transição entre a Idade da Pedra Lascada (Paleolítico) e a Idade da Pedra Polida (Neolítico) . 

Eu gostaria muito de saber qual é a causa para, em um mesmo momento histórico, um determinado povo estar na idade Moderna e o outro no Mesolítico, sendo ambos, ao meu entendimento, descendentes diretos do homo sapiens e das “mulheres sapiens”.  Sim, elas mesmo, as mulheres sapiens.


O prezado leitor há de concordar que o homo sapiens  - homens e mulheres numa definição, é lógico, relacionada à espécie mas não necessariamente cabível de forma exclusiva em uma conversa informal - tinha cada gênero desempenhando um papel bem específico na manutenção do desenvolvimento da espécie e na sua não extinção.


Na informalidade, cabe  muito bem referir-se como mulheres sapiens àquelas que, enquanto os homens caçavam e traziam carne para a fogueira do jantar, descobriram que sementes caíam e brotavam em solo ricamente fértil; elas mesmo, as mulheres... Sapiens. 


Primeiras a desenvolverem o cultivo em hortas rústicas, nas quais, em determinado momento, passou a integrar o cultivo belíssimas e vigorosas raízes de mandioca. As descobridoras da mandioca, que hoje jogam até futebol. 


O livro “Porque os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor”,  de Allan e Barbara Pease, aborda de forma bem humorada os papeis que cada gênero desempenhou  na manutenção do desenvolvimento da espécie.  Por meio de atividades especificamente femininas, as mulheres promoveram  ao seu modo a manutenção da raça humana.





Num ritmo de texto leve e descontraído, apesar de todas as bases científicas para a tese que desenvolve, a obra apresenta, entre outras explicações, o resultado de uma pesquisa que mostra que  os homens desenvolveram, por meio da prática da atividade de caça, uma visão em forma de túnel bem mais longínqua e apurada que a das mulheres.


Já elas, as sapiens, por  ficarem sempre atentas às possíveis ameaças próximas de suas crias durante todo o tempo dentro da caverna, desenvolveram uma bem mais apurada visão periférica próxima. O livro conta que é  uma tarefa bem mais difícil para o homem localizar um vidro de maionese na geladeira em meio a vários produtos, enquanto que para a mulher o foco de espaço angular longitudinal com maiores distâncias quilometrais não é tão apurado como o dos homens.